Michel Pereira, o conhecido “Demolidor”, encerrou sua jornada no UFC. Depois de oito anos e 16 lutas na maior organização de MMA do mundo, o brasileiro não teve seu contrato renovado e foi desligado. Essa decisão chega em um momento complicado para o lutador paraense, que venceu apenas uma das suas últimas cinco lutas e perdeu recentemente de forma polêmica para Shara Magomedov.
Ao deixar o UFC, Michel deixa para trás um cartel de 10 vitórias e seis derrotas na organização. Ele foi contratado em 2019 e rapidamente se destacou por seu estilo explosivo e golpes acrobáticos, conquistando o carinho do público e se tornando um dos lutadores mais carismáticos do cenário. Entre 2020 e 2024, ele viveu seu melhor momento, acumulando oito vitórias seguidas e se aproximando do top 10 da divisão dos médios.
No entanto, a fase mais recente não foi favorável. Michel enfrentou quatro derrotas nas últimas cinco lutas, o que pesou na decisão do UFC de não renovar seu contrato.
A saída de Michel gerou repercussão entre os lutadores brasileiros, incluindo o ex-campeão Alex Poatan Pereira, que se manifestou publicamente. Ele criticou a decisão do UFC e apontou que o desligamento de Michel estava ligado a uma polêmica relacionada à arbitragem na luta contra Shara Magomedov. Durante essa luta, Michel se queixou do árbitro Herb Dean, acusando-o de cometer erros que impactaram o resultado. Poatan fez questão de defender o compatriota nas redes sociais, dizendo: “Poderiam ter mandado esse cara antes e talvez fosse aceitável, mas pagar um preço tão alto por erro da arbitragem não dá pra aceitar!” Ele ainda alertou que muitos atletas que não falam nada também podem passar por situações semelhantes.
Vale lembrar que Herb Dean já havia sido criticado anteriormente, incluindo por Alex Poatan, após outra luta. O árbitro, por sua vez, se defendeu e explicou suas decisões em relação às regras do combate.