A Alemanha se prepara para a Copa do Mundo de 2026 com a missão de deixar para trás as frustrações das últimas edições, onde não conseguiu avançar além da fase de grupos. Desta vez, os tetracampeões mundiais irão enfrentar a Costa do Marfim, o Equador e a estreante Curaçao. A estreia do time acontece neste domingo (14), em Houston, com o confronto contra Curaçao às 14h, horário de Brasília. Mais tarde, às 20h, Costa do Marfim e Equador se enfrentam na Filadélfia.
Alemanha: A busca pela redenção
A seleção alemã vive um momento delicado. Após o vexame na Copa de 2022, Hansi Flick foi demitido e deu lugar a Julian Nagelsmann, ex-treinador do Bayern de Munique. A chegada do novo técnico trouxe um sopro de esperança, com a equipe chegando às quartas de final da Eurocopa, mas a eliminação para a Espanha gerou críticas, especialmente por conta de decisões polêmicas da arbitragem.
Uma das grandes preocupações é a aposentadoria de Toni Kroos, que deixou uma lacuna significativa no meio-campo. Joshua Kimmich, que brilha no Bayern, terá que atuar como lateral-direito devido à escassez de jogadores nessa posição. Por outro lado, Leon Goretzka deve ser o volante titular, embora tenha passado a maior parte da última temporada como reserva.
Manuel Neuer, que havia se aposentado da seleção após a Euro, decidiu voltar e deve assumir a titularidade no gol, mesmo que Oliver Baumann tenha feito um bom trabalho. A instabilidade dos jogadores, tanto por lesões quanto por variações de desempenho, gera dúvidas sobre como a Alemanha se comportará no mundial.
Expectativas e desafios
A Alemanha entra no Grupo E com um certo otimismo, mas também com cautela. A expectativa é que consigam se classificar, mesmo que não na liderança. No entanto, qualquer tropeço pode complicar as coisas, especialmente em um torneio decisivo como a Copa do Mundo.
A escalação provável deve seguir o esquema 4-2-3-1, com Neuer no gol, Kimmich, Jonathan Tah, Nico Schlotterbeck e Nathaniel Brown na defesa; Aleksandar Pavlovic e Leon Goretzka no meio; e Florian Wirtz, Jamal Musiala e Leroy Sané compondo o ataque, com Kai Havertz na frente.
Florian Wirtz: A joia da Alemanha
Florian Wirtz, apesar das críticas em sua temporada no Liverpool, se destaca como uma das esperanças da seleção. O meia-atacante é conhecido por sua habilidade de criar jogadas e também por contribuir defensivamente, algo que agrada a Nagelsmann. Ele ficou fora da última Copa por causa de uma lesão, mas agora é visto como uma peça-chave para o renascimento da Alemanha.
Curaçao: Uma estreia histórica
Curaçao chega à Copa do Mundo como o menor país a participar do torneio. Comandados por Dick Advocaat, os curaçauenses garantiram sua vaga ao vencer a Jamaica nas eliminatórias. A equipe tem um estilo de jogo focado na posse de bola e vem de uma sequência impressionante de dez jogos sem derrotas.
A volta de Advocaat ao comando após um período de incerteza é um grande alívio para os torcedores. Eles sonham com uma campanha que faça história, mesmo que o primeiro desafio contra a Alemanha seja complicado.
Costa do Marfim: Retorno triunfante
Após 12 anos fora da Copa, a Costa do Marfim retorna com força. Com um desempenho sólido nas eliminatórias, onde não sofreram gols, a equipe de Emerse Faé conta com uma mistura de jovens talentos e jogadores experientes. Com nomes como Franck Kessié e Nicolas Pépé, esperam superar suas atuações passadas e avançar na competição.
Equador: Uma geração promissora
O Equador entra na Copa com uma das melhores gerações de sua história. Sob a direção de Sebastián Beccacece, a equipe se tornou defensivamente sólida e espera fazer uma boa campanha. No entanto, a dependência de Enner Valencia no ataque levanta questões sobre a capacidade de marcar gols.
Com um grupo equilibrado, a seleção equatoriana pode surpreender e buscar a classificação para a fase mata-mata, mas precisará lidar com a pressão e as expectativas.
A Copa do Mundo de 2026 promete ser cheia de emoções e surpresas, com seleções buscando se redimir e mostrar do que são capazes.