Brasil enfrenta desafios com corte de Wesley e laterais direitos na Copa

A seleção brasileira de futebol trouxe uma notícia um tanto quanto triste após a vitória de 2 a 1 contra o Egito, que foi o último amistoso antes da Copa do Mundo. O lateral-direito Wesley saiu machucado ainda no primeiro tempo e, após exames, confirmou-se uma lesão muscular no músculo adutor da coxa esquerda. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se manifestou sobre a situação, lamentando a saída do jogador e anunciando a convocação de Éderson, meio-campista da Atalanta, para ocupar o lugar de Wesley.

Wesley era um jogador querido pelo grupo, e sua ausência certamente será sentida. Ele desempenhava um papel importante na estratégia de jogo do técnico Carlo Ancelotti, que vinha tentando implementar um estilo mais ofensivo, priorizando a progressão pelo meio e as aproximações dos meias. No amistoso contra o Egito, Wesley era o responsável por dar amplitude ao jogo pela direita, permitindo que Paquetá explorasse o corredor central. Com sua saída, Danilo, que entrou em seu lugar, não conseguiu manter essa dinâmica, o que acabou facilitando a marcação dos egípcios.

Com o corte de Wesley, o Brasil pode ter que voltar a uma formação mais tradicional, o 4-3-3, que já vinha sendo ensaiada antes. Ancelotti tinha a intenção de usar um estilo que envolvesse laterais mais ofensivos, mas agora essa estratégia pode ser reavaliada. O time perdeu Rodrygo e Estêvão, dois jogadores importantes, além de Wesley, e isso complicou ainda mais a construção do jogo.

No segundo tempo do amistoso contra o Egito, o Brasil já começou a testar essa formação mais clássica, utilizando pontas de características mais individuais pelos lados. Ancelotti parece preferir esse formato, que já havia sido testado em jogos anteriores e funcionou bem, especialmente na fase defensiva.

A situação dos laterais na seleção não é nova para Ancelotti. Ao longo do último ano, ele perdeu várias opções para a lateral direita, incluindo Vanderson e Éder Militão, que se machucaram. Agora, com o corte de Wesley, a situação se torna ainda mais complicada. A convocação de Éderson sugere que Ancelotti está se preparando para um meio de campo mais dinâmico, mas isso também significa que o time pode perder um pouco da profundidade que Wesley proporcionava.

Nesse cenário, a defesa se torna uma prioridade. Com a ausência de Wesley, outras alternativas podem ser testadas, como Ibañez, que deve assumir a titularidade na lateral. Danilo pode ser chamado para a reserva, e até mesmo Marquinhos, que já atuou como lateral em sua carreira, pode ser utilizado se necessário.

Com todas essas mudanças, o Brasil precisa se encontrar em meio a tantas adaptações. Ancelotti terá que ser criativo para lidar com a situação, mas a segurança defensiva poderá ser o foco principal, especialmente com a Copa do Mundo se aproximando.

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João Ribeiro