Cesc Fàbregas trouxe uma grande surpresa na temporada 2025/26, levando o Como a uma classificação inédita para uma competição europeia. O time garantiu o 4º lugar na Serie A, superando gigantes como Milan e Juventus, e assim conquistou uma vaga na próxima edição da Champions League. Um feito e tanto para um clube que, há apenas dois anos, estava retornando à elite do futebol italiano depois de mais de 20 anos em divisões inferiores.
Naquela época, o objetivo do Como era garantir uma vaga em torneios da UEFA em até cinco anos. No entanto, Fàbregas e sua equipe atingiram essa meta bem antes do previsto. Um dos segredos para esse sucesso está na forma como o treinador espanhol se relaciona com seus jogadores. Em uma entrevista ao “The Athletic”, ele revelou que, embora utilize dados para suas contratações, o que realmente importa é conhecer o ser humano por trás do atleta.
“Na primeira conversa, não falo de futebol. Quero entender a vida pessoal do jogador, identificar sua mentalidade e explicar como trabalhamos aqui”, compartilhou Fàbregas. Essa abordagem ajuda a criar um ambiente de confiança, essencial para extrair o melhor de cada um.
Um exemplo notável dessa estratégia é Nico Paz, de apenas 21 anos. O jovem meia-atacante, que tinha passado pelo Real Madrid sem muito espaço, brilhou após se juntar ao Como na temporada 2024/25. Ele foi eleito a revelação do campeonato e, na última temporada, se firmou como peça chave no ataque, marcando 13 gols e dando sete assistências. Sua performance o levou a ser convocado para a Copa do Mundo pela Argentina, e agora há rumores de que ele pode retornar ao Madrid.
Mas não é só Paz que se destacou. O ponta Jesús Rodríguez, de 20 anos, terminou a temporada como o segundo jogador com mais assistências da liga, enquanto o zagueiro Jacobo Ramón e o volante Máximo Perrone também tiveram atuações excepcionais. Lucas Da Cunha foi reconhecido ao integrar a Seleção do Ano da Serie A.
Fàbregas expressa um amor genuíno por desenvolver jogadores. “Passar tempo com os mais jovens e ajudá-los a melhorar é uma das partes que mais gosto do meu trabalho”, comentou. Ele se dedica a analisar situações de jogo com os atletas, conversando sobre seus ídolos e valorizando a troca de ideias. Depois dessas conversas, leva os jogadores ao campo para aplicar o que aprenderam em treinos individuais, sempre buscando integrar isso ao jogo coletivo.
“É por isso que os considero meus meninos. Eu os trato como se fossem meus filhos, e essa relação é fundamental”, finalizou o treinador. É essa conexão, somada ao talento e à determinação dos jogadores, que está levando o Como a novos patamares no futebol italiano.