Antes da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, Taffarel, o preparador de goleiros, deu uma entrevista ao jornal “As”. Ele falou sobre a convocação de Weverton, destacando a experiência que o goleiro traz para o time. Também foi questionado sobre a ausência de Fábio, que tem se destacado no Fluminense, mesmo aos 45 anos. Taffarel explicou que, apesar da idade, Fábio foi superado por outros nomes, como Bento, do Al-Nassr, devido ao seu histórico e currículo no futebol.
Weverton, que ainda não havia sido chamado pelo técnico Carlo Ancelotti antes da lista final, foi escolhido por Taffarel. O preparador ressaltou a importância da bagagem de Fábio, mas deixou claro que não era o momento dele na seleção. “Ele tem 45 anos e já teve sua fase na seleção, mas não é agora”, afirmou Taffarel. Caso Weverton não tivesse sido convocado, outros goleiros teriam sido considerados, como Bento, Hugo Souza e John.
É interessante notar que, ao contrário do que Taffarel mencionou, Fábio nunca teve uma fase marcante na seleção principal. Embora tenha conquistado títulos importantes na categoria sub-17, como o Sul-Americano e o Mundial em 1997, ele não disputou nenhum jogo pela equipe principal. Fábio teve convocações para amistosos e competições como a Copa das Confederações em 2003 e a Copa América em 2004, mas não integra uma lista desde 2011, quando Mano Menezes era o treinador.
Desde então, Fábio se destacou com atuações consistentes no Cruzeiro, onde conquistou o Campeonato Brasileiro em 2013 e 2014, além da Copa do Brasil em 2018. Mais recentemente, foi campeão da Copa Libertadores pelo Fluminense em 2023 e da Recopa Sul-Americana em 2024, sempre se destacando com defesas impressionantes.
Com 1.442 partidas oficiais, Fábio é um verdadeiro recordista e continua provando que a idade não diminuiu sua qualidade como goleiro. Ele expressou sua frustração em uma entrevista após a convocação da seleção, lamentando a falta de oportunidades. “Não faço meu melhor para a CBF. Faço para Deus, para o Fluminense e para as equipes nas quais joguei, como o Cruzeiro”, desabafou Fábio. Ele enfatizou que seu foco é sempre dar o melhor, e que sua história no futebol fala por si só.
Fábio também comentou sobre a escolha dos jogadores convocados, lembrando que, ao longo dos anos, sempre houve uma preferência por atletas mais jovens. Ele acredita que todos têm seus méritos e que a análise deve levar em conta a trajetória de cada um. “Às vezes não é quem está no melhor momento, mas todos têm suas qualidades”, concluiu, deixando no ar algumas reflexões sobre o que acontece por trás das escolhas da seleção.