A Copa do Mundo está em alta e, claro, todo mundo fala sobre isso! Nos últimos dias, as partidas da primeira rodada chamaram a atenção, especialmente o empate da seleção brasileira com Marrocos. O programa “Copa em Contexto”, da Trivela, que foi ao ar no domingo (14), discutiu bastante o desempenho das seleções até agora.
Um dos pontos levantados por Tim Vickery foi o número de vagas que a Europa tem na Copa. Ele destacou que, na sua visão, a Europa possui vagas demais e que as seleções menos qualificadas do continente costumam trazer jogos menos emocionantes. “Os times mais chatos na Copa geralmente são os europeus fracos”, afirmou o jornalista, gerando um debate interessante.
Na estreia de várias seleções europeias, como Tchéquia, Suíça, Bósnia e Herzegovina, Escócia e Turquia, o desempenho não foi dos melhores. A Tchéquia, por exemplo, teve uma atuação abaixo do esperado e perdeu para a Coreia do Sul. A Suíça, que era considerada favorita contra o Catar, também decepcionou ao empatar em 1 a 1 em um jogo sem grandes emoções. A Bósnia ficou no 0 a 0 com o Canadá, enquanto a Escócia conseguiu vencer o Haiti, mas os caribenhos mostraram um futebol bem superior em várias ocasiões. A Turquia, apesar de criar muitas oportunidades, perdeu para a Austrália por 2 a 0.
Allan Simon, colunista da Trivela, não poupou críticas e ressaltou a Suíça como a maior decepção. Segundo ele, o time apresentou um futebol muito pragmático e deixou escapar a vitória contra o Catar, que buscou o empate até o final.
Após o programa, outras seleções europeias entraram em campo. A Alemanha teve um desempenho arrasador, vencendo Curaçao por 7 a 0, enquanto os Países Baixos empataram em um jogo animado contra o Japão, com um 2 a 2. A Suécia fez bonito ao atropelar a Tunísia por 5 a 1, mas a Espanha não conseguiu passar do 0 a 0 contra um Cabo Verde valente. A Bélgica, por sua vez, teve que suar a camisa para empatar em 1 a 1 com o Egito.
Para colocar tudo em perspectiva, das 48 seleções que estão competindo no Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá, 16 são europeias. Isso representa um terço do total. Em comparação, temos dez seleções da África, 12 das Américas, nove da Ásia e uma da Oceania. É uma distribuição que gera discussões interessantes sobre o equilíbrio no torneio e o desempenho das equipes.