A eliminação da Alemanha na Copa do Mundo não passou despercebida. Torcedores, jornalistas e ex-jogadores estão em um verdadeiro turbilhão de críticas, e um dos nomes que se destacou nessa análise foi o do ícone Toni Kroos. O ex-meia, que fez história no Real Madrid e na seleção alemã, não hesitou em apontar algumas das falhas que, na visão dele, levaram a equipe a essa situação.
Kroos mencionou a falta de referências e de jogadores consolidados como um dos principais problemas da seleção. Ele deixou claro que, embora haja jogadores com potencial, isso não é o mesmo que ter atletas de classe mundial. “Atualmente, não temos um único jogador de classe mundial. Temos jogadores que podem chegar lá, mas ainda não são. Os verdadeiros craques são aqueles que decidem os jogos em competições importantes, e, infelizmente, não temos nenhum nesse nível”, explicou durante seu programa “TikTok Kroos & Kroos: O Mundial sob o microscópio”.
Além disso, ele falou sobre a mentalidade da equipe. Para Kroos, a seleção alemã não conseguiu elevar seu desempenho nos momentos decisivos. Ele ressaltou que, em grandes torneios, sempre sentiu que a equipe poderia acelerar o ritmo, mas isso não aconteceu. “Parece que só pensamos que somos melhores que o Paraguai e que a vitória virá naturalmente. Mas não é assim que funciona”, destacou.
A derrota nos pênaltis apenas evidenciou os problemas persistentes sob o comando de Julian Nagelsmann. Embora a Alemanha tenha tido a maior posse de bola, a falta de criatividade para quebrar defesas bem postadas foi um ponto fraco. A circulação lenta da bola também foi um fator que prejudicou o desempenho da equipe.
Falando em Nagelsmann, seu futuro à frente da seleção está incerto. Antes mesmo do início da Copa, já havia especulações sobre um possível sucessor. Agora, com a eliminação, essas dúvidas aumentam. O técnico não pediu demissão, mas está em conversas com a Federação Alemã. O presidente da DFB, Bernd Neuendorf, admitiu que a performance da seleção não atendeu às expectativas.
Nagelsmann, que levou a seleção à semifinal da Eurocopa em 2024, tem um contrato com a DFB, mas está evitando se comprometer. “Não está nas minhas mãos”, disse ele após a eliminação.
E entre os nomes que estão circulando para assumir o comando da equipe, Jürgen Klopp surge como uma possibilidade. O ex-técnico do Liverpool parece aberto à ideia, mas também se esquiva de alimentar especulações. “Não é o momento certo para discutir meu futuro”, afirmou, mantendo um ar de mistério sobre o que pode acontecer a seguir.