Depois de 15 jogos à frente da seleção brasileira, Carlo Ancelotti parece ter encontrado a escalação ideal bem no momento mais crucial da sua trajetória. Nesta segunda-feira (29), a partir das 14h (de Brasília), o Brasil enfrenta o Japão nos 16 avos de final da Copa do Mundo. O time que deve entrar em campo é o mesmo que venceu a Escócia por 3 a 0 na última rodada do Grupo C.
Desde que chegou ao Brasil em maio de 2025, Ancelotti fez várias experiências táticas e escalou diferentes jogadores. Algumas dessas mudanças funcionaram bem, como a entrada de Douglas Santos na lateral-esquerda, enquanto outras, como a busca por um centroavante fixo, não tiveram o mesmo sucesso. A formação esperada para o jogo no Estádio de Houston, no Texas, se assemelha a um 4-1-2-1-2, com um meio-campo em formato de losango. Essa configuração será fundamental contra os japoneses, que costumam dominar essa área.
Desde que a fase de mata-mata começou a ser disputada na Copa do Mundo, em 1986, o confronto com o Japão se destaca como um dos mais desafiadores para a seleção brasileira. Em apenas uma ocasião, em 1990, o Brasil foi eliminado logo na primeira fase eliminatória, e em outros torneios, como em 2002 e 2014, a seleção também passou por apuros, quase sendo eliminada em jogos contra Bélgica e Chile.
O Japão, por sua vez, chega ao confronto com alguns desfalques, mas com um estilo de jogo que pode complicar a vida do Brasil. Em um amistoso realizado em outubro de 2025, os japoneses venceram a seleção brasileira por 3 a 2, e desde então, ambos os times mudaram suas escalações. Sob o comando do técnico Hajime Moriyasu, o Japão se firmou como uma força respeitável, com uma sequência de dez jogos sem perder, que inclui empates com Países Baixos e Suécia e uma vitória impressionante sobre a Tunísia por 4 a 0.
Embora o Japão tenha enfrentado alguns cortes em sua convocação final — como os jogadores Kaoru Mitoma, Takumi Minamino e Wataru Endo —, ainda assim, a equipe mantém uma boa estrutura e um estilo de jogo consistente. O time tem demonstrado um controle impressionante da posse de bola, como no jogo contra a seleção neerlandesa, onde teve 60% de posse e criou mais oportunidades de gol.
Ancelotti, por sua vez, optou por repetir a escalação que vem dando certo, com exceção de Raphinha, que está lesionado. O Brasil chega completo e pronto para o desafio em Houston. Bruno Guimarães e Lucas Paquetá têm desempenhado papéis importantes, oferecendo suporte a atacantes como Rayan e Vinícius Júnior. O retorno de Danilo à lateral-direita também trouxe mais solidez ao sistema defensivo, que conta com Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos.
No ataque, Vinícius Júnior e Matheus Cunha têm sido os artilheiros, ambos com sete gols na competição até agora. Rayan, que teve um papel defensivo crucial no jogo contra a Escócia, pode se mostrar como uma peça-chave no ataque, ajudando a equilibrar um confronto que promete ser bastante disputado.
As próximas etapas do torneio podem trazer novos desafios, mas o foco agora é em se sair bem contra o Japão, um time que, apesar de seus desfalques, não deve ser subestimado.