A Argentina enfrentou a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, realizada neste domingo (19), e saiu derrotada por 1 a 0, após prorrogação. Embora o placar pareça indicar um jogo equilibrado, a verdade é que os espanhóis foram amplamente superiores e criaram oportunidades suficientes para ter vencido por uma margem maior. A partida ficou marcada como uma das finais mais unilaterais da história, comparável à de 1990, quando a Argentina também terminou como vice.
Falando em 1990, os argentinos chegaram à final depois de superar o Brasil nas oitavas de final. Na decisão, enfrentaram a Alemanha no Estádio Olímpico de Roma, mas o desempenho foi decepcionante. A Argentina teve dificuldades em manter a posse de bola e, na prática, não conseguiu ameaçar o adversário. Naquele jogo, a Alemanha disparou 23 chutes, enquanto a seleção argentina conseguiu apenas um ao longo dos 90 minutos.
A situação se repetiu na final de 2026, onde a Argentina ficou impressionantes 117 minutos sem conseguir finalizar. O único chute aconteceu só após a Espanha marcar seu gol, o que evidencia a fraqueza do time de Lionel Messi nessa partida decisiva.
Diego Maradona, que teve uma atuação memorável em 1986, chegou à final de 1990 em meio a um clima hostil, enquanto Messi, mesmo com um desempenho brilhante em 2026, acabou sendo superado por Kylian Mbappé em termos de gols. Na final de 1990, a Argentina parecia mais interessada em levar o jogo para os pênaltis, tamanha era a dificuldade enfrentada em campo. O time, que fez apenas uma finalização digna de nota, foi ainda mais prejudicado por expulsões, como a de Pedro Monzón, que levou vermelho direto após apenas 22 minutos.
Na final deste ano, a Argentina também teve um jogador expulso, Enzo Fernández, mas isso não alterou o domínio espanhol, que começou forte desde o apito inicial. A seleção espanhola controlou o jogo com uma posse de bola paciente, enquanto a Argentina lutava para organizar seu jogo. O gol que garantiu o título para a Espanha surgiu aos 106 minutos, logo no início da prorrogação, e, até aquele momento, a Argentina ainda não havia conseguido um único chute a gol.
Ainda que a Espanha tenha marcado apenas um gol, a equipe teve 20 finalizações durante a partida, mostrando um controle que, por muitas vezes, os argentinos não conseguiram igualar. O resultado foi um jogo pouco inspirador, onde a Argentina não conseguiu mostrar a força que teve nas fases anteriores do torneio. A sensação que ficou foi de que, mesmo após um caminho difícil até a final, a Argentina não teve a capacidade de se impor em um momento tão decisivo.