A Copa do Mundo é um grande desafio para a seleção brasileira, e o desempenho de Vinicius Júnior e Raphinha no ataque será fundamental. Quando estão saudáveis e disponíveis, essa dupla, que brilha no futebol espanhol, é a escolha certa para o setor ofensivo. Outros jogadores, como Matheus Cunha e Lucas Paquetá, têm revezado a titularidade, mas ninguém tem tanto destaque quanto eles.
No recente empate contra Marrocos, Vinicius foi um dos poucos a se destacar. Apesar de ser bem marcado por Achraf Hakimi, ele contou com o suporte de Douglas Santos e Bruno Guimarães, o que ajudou a igualar o placar após a pausa para hidratação. Raphinha, por outro lado, passou por um momento mais complicado. Ele começou jogando centralizado, mas logo teve que mudar para a direita, onde não conseguiu brilhar.
Raphinha, que é acostumado a atuar pelo lado direito no Barcelona, sentiu a falta de uma posição mais confortável. Ancelotti, técnico da seleção, tem priorizado a defesa e, por isso, não tem focado em um ataque mais articulado. Isso fez com que Raphinha não conseguisse se destacar no jogo. Durante o primeiro tempo, ele estava mais isolado, enquanto seus colegas centralizavam as jogadas em Vinicius.
A troca de posições entre Raphinha e Paquetá, que atua mais como meio-campista, trouxe um pouco mais de dinâmica, mas ainda assim, não foi suficiente para que Raphinha brilhasse. A estratégia de Ancelotti em usar Paquetá no quarteto ofensivo acabou por deixar a direita um pouco desfalcada. Raphinha não traz a mesma profundidade que Vinicius, o que dificultou ainda mais a criação de jogadas.
Os melhores momentos de Raphinha na partida surgiram com as entradas de Luiz Henrique e Danilo, que lhe deram mais apoio no lado direito. Com Matheus Cunha em campo, a dupla pôde avançar mais, criando novas oportunidades. É interessante notar que, no Barcelona, Raphinha teve que se adaptar e jogar pela esquerda, diferente de sua posição habitual na direita. Ele comentou sobre essa adaptação, ressaltando que está disposto a fazer o que for necessário para ajudar a seleção.
Ancelotti ainda precisa encontrar soluções até o próximo jogo da seleção, que será contra o Haiti. Mesmo sem uma formação fixa — já que o treinador testou 13 escalações diferentes em 13 partidas — Raphinha parece garantir um lugar entre os titulares. É claro que, para brilhar na seleção como faz no Barcelona, ele precisa de mais tempo em campo e um papel que se encaixe melhor em seu estilo de jogo.
Por enquanto, a expectativa é grande para ver como essa dupla irá se comportar na sequência da Copa do Mundo.