A classificação da Espanha para as semifinais da Copa do Mundo trouxe uma dose extra de emoção, logo após a vitória de 2 a 1 sobre a Bélgica, na última sexta-feira, em Los Angeles. Agora, o time de Luis de la Fuente se prepara para enfrentar a França, uma seleção que é conhecida pelo seu ataque poderoso. Apesar do favoritismo dos franceses, a Espanha tem motivos para se sentir confiante, e é isso que o técnico De la Fuente quer passar.
Ele lembrou que a Espanha é a única equipe que venceu a França em dois jogos consecutivos, com triunfos por 2 a 1 na semifinal da Eurocopa de 2024 e por 5 a 4 na semifinal da Liga das Nações de 2025. Essa afirmação pode parecer provocativa, mas tem uma base sólida. Nos últimos confrontos, a seleção espanhola tem demonstrado uma capacidade única de neutralizar as jogadas francesas, enquanto outros times enfrentaram dificuldades.
O próximo duelo, marcado para terça-feira (14), é considerado por muitos como uma verdadeira decisão antecipada. Ambas as seleções mantiveram a essência de seus elencos nos últimos anos. Nomes como Rodri, Pedri, Dani Olmo e Cucurella são referências para a Espanha. Do lado francês, Mbappé, Dembélé e Tchouaméni continuam sendo peças-chave. Esse reencontro não é apenas mais um jogo; é uma continuação de uma rivalidade que tem se inclinado para o lado espanhol.
A Espanha encontrou o antídoto para a França
No jogo da Liga das Nações, o placar de 5 a 4 pode fazer parecer que foi um duelo equilibrado, mas a verdade é que a Espanha teve uma atuação dominante. Em Stuttgart, La Roja chegou a abrir 4 a 0, jogando um futebol envolvente, com uma pressão intensa e uma circulação de bola rápida. A França, acostumada a seus contra-ataques rápidos, não conseguiu se impor.
Embora Mbappé tenha marcado de pênalti, a resposta espanhola foi imediata, garantindo um quinto gol quase que instantaneamente. Nos minutos finais, a intensidade da Espanha diminuiu e, com isso, os franceses conseguiram diminuir para 5 a 4, mas isso não pode ofuscar o controle que a Espanha teve durante a maior parte da partida.
Em 2024, no duelo da Eurocopa, o roteiro se repetiu. Mesmo com a França abrindo o placar logo no início, a Espanha soube assumir o controle do jogo, virando a partida rapidamente com gols de Yamal e Dani Olmo. A equipe espanhola mostrou que consegue manter seu estilo de jogo, mesmo contra um adversário repleto de estrelas.
Esse talvez seja um dos maiores trunfos da atual geração espanhola. Em vez de mudar seu jeito de jogar para se adaptar ao rival, De la Fuente formou um time que faz os adversários mudarem sua estratégia. A circulação rápida da bola e a pressão após a perda de posse são fundamentais para dificultar as transições rápidas que a França costuma dominar.
Desafios à frente para a Espanha
Apesar da confiança, é importante lembrar que a França ainda é considerada a seleção mais forte desta Copa do Mundo. Sua qualidade ofensiva é inegável, e o número de opções que Didier Deschamps tem à disposição impressiona. Eles têm a habilidade de decidir jogos mesmo quando não estão jogando bem.
Em torneios de mata-mata, muitas vezes a vitória não depende apenas do talento individual, mas de como cada equipe consegue criar um encaixe tático que incomode o adversário. E, atualmente, a Espanha é uma das seleções que mais incomodam a França. A vitória sobre a Bélgica, com um gol decisivo de Mikel Merino, mostrou que a equipe espanhola está madura, paciente e pronta para controlar as partidas, mesmo contra adversários de qualidade.
Assim, a declaração de De la Fuente após a vitória não deve ser vista apenas como uma demonstração de confiança. Ela se fundamenta em resultados recentes e numa identidade de jogo que tem trazido resultados positivos contra a seleção francesa. A França pode ser a favorita, mas a Espanha entra em campo sem complexos e acreditando que pode conquistar uma terceira vitória consecutiva. E isso torna a semifinal um duelo não apenas entre dois favoritos ao título, mas também um confronto entre um ataque poderoso e a seleção que melhor aprendeu a neutralizá-lo.