A Bósnia-Herzegovina está prestes a fazer história, disputando o mata-mata da Copa do Mundo pela primeira vez. Nesta quarta-feira, 1º de julho, a seleção bósnia tenta surpreender os Estados Unidos, em um jogo marcado para às 21h, horário de Brasília, em São Francisco. Apesar da derrota de 3 a 2 para a Turquia na última partida, os americanos avançaram com seis pontos, liderando o Grupo D. Já a Bósnia-Herzegovina terminou em terceiro no Grupo B, mas se animou após vencer o Catar por 3 a 1.
Para os Estados Unidos, o mata-mata é um campo mais familiar, mas para a Bósnia-Herzegovina, é um novo desafio. Essa é apenas a segunda participação da equipe no torneio. O time, sob o comando do técnico Sergej Barbarez, mostrou força na terceira rodada da fase de grupos, marcando três gols pela primeira vez desde a vitória contra a Romênia em novembro do ano passado. Antes disso, em sete jogos oficiais, eles só conseguiram marcar um gol ou ficaram em branco.
Os americanos, por outro lado, já estão mais acostumados a esses momentos decisivos, sendo esta sua quinta vez jogando um mata-mata na Copa do Mundo neste século. Porém, a equipe tem um histórico misto, com apenas uma vitória além da fase de grupos desde 2002, quando venceram o México. Se conquistarem a vitória hoje, o técnico Mauricio Pochettino se tornará o mais vitorioso da história da seleção americana na competição.
Rivalidade e Conhecimento em Campo
Embora não exista uma rivalidade histórica entre as duas seleções, alguns jogadores têm uma conexão interessante. Esmir Bajraktarevic, um dos destaques da Bósnia, nasceu nos Estados Unidos e teve passagens pelas categorias de base do Chicago Fire e do New England Revolution. Atualmente, ele joga no PSV, onde é colega de Sergiño Dest e Ricardo Pepi. Bajraktarevic até chegou a defender os Estados Unidos em um amistoso, mas depois optou por representar a Bósnia.
Pressão em Jogo
Ambas as seleções sabem que a pressão é parte do jogo. A Bósnia se classificou para o torneio superando País de Gales e Itália nos pênaltis, mostrando que pode lidar com a tensão. Os Estados Unidos também têm experiência nesse cenário; eles avançaram nas quartas de final da Copa Ouro de 2025, vencendo a Costa Rica nos pênaltis, em grande parte graças ao goleiro Matt Freese, que se destacou ao defender três cobranças.
Freese, agora no New York City FC, já declarou que “pênaltis são a sua praia” e tem mostrado isso em sua trajetória. Se a partida acabar empatada, ele será uma peça-chave novamente. Do lado bósnio, Nikola Vasilj é um goleiro que intimida os batedores adversários. Ele teve um desempenho notável na Bundesliga, defendendo quatro dos cinco pênaltis que enfrentou, o que pode afetar a confiança dos jogadores americanos.
Os Artilheiros em Foco
Folarin Balogun, atacante do Mônaco, é uma das esperanças dos Estados Unidos. Ele se destacou na fase de grupos, marcando dois gols e já tem experiência em competições importantes. Do outro lado, Edin Dzeko, o maior artilheiro da história da Bósnia, é sempre uma ameaça. Ele fez o primeiro gol da seleção na Copa do Mundo em 2014 e tem um histórico de marcar em momentos decisivos. O duelo entre eles promete ser emocionante e pode decidir o futuro das equipes no torneio.