Inglaterra ensina o Brasil a parar Haaland de forma criativa

A trajetória da seleção norueguesa na Copa do Mundo deste ano teve um final mais cedo do que esperavam seus torcedores. Após eliminar o Brasil nas oitavas de final, a equipe enfrentou a Inglaterra nas quartas e acabou sendo derrotada por 2 a 1, em um jogo que foi decidido na prorrogação. Essa derrota marcou o fim da melhor campanha da Noruega na história das Copas do Mundo.

O destaque da equipe, Erling Haaland, teve uma atuação bem diferente da que apresentou contra o Brasil. Enquanto contra a seleção brasileira ele foi fundamental, marcando dois gols, diante da Inglaterra sua participação foi quase nula. O técnico Carlo Ancelotti havia preparado um esquema para potencializar o centroavante, mas a Inglaterra conseguiu neutralizá-lo com eficiência.

A posse de bola da seleção brasileira foi de apenas 34%, o que é um recorde desde o início dos registros da Copa do Mundo, em 1966. Isso mostra como a estratégia de não ter a bola pode ser eficaz em alguns casos, como foi para a Noruega contra o Brasil, onde Haaland teve espaço para brilhar. Naquela partida, ele teve 30 ações com a bola e foi decisivo em momentos cruciais.

### Como Haaland fez a diferença contra o Brasil

Quando enfrentou o Brasil, Haaland teve a chance de atuar em um ambiente onde a pressão era menor. Ele recebeu passes em momentos favoráveis e teve liberdade para criar jogadas. Os gols surgiram de erros da defesa brasileira, e ele soube aproveitar cada oportunidade. O primeiro gol, por exemplo, veio após uma falha de posicionamento do zagueiro Danilo.

Haaland se destacou ao receber lançamentos longos, o que ajudou a puxar a defesa adversária e abrir espaço para seus companheiros. O segundo gol também teve origem em um lançamento do goleiro, mostrando como sua movimentação pode ser letal.

### A dificuldade contra a Inglaterra

Por outro lado, a partida contra a Inglaterra foi bem diferente. O time inglês, sob a direção de Thomas Tuchel, adotou uma formação que limitou os espaços e impôs uma pressão constante. Mesmo quando a Noruega teve mais posse, não conseguiu criar as mesmas oportunidades.

Os primeiros 30 minutos do jogo foram marcados por uma forte marcação dos ingleses, que dificultou a participação de Haaland. A primeira finalização do atacante só aconteceu aos 34 minutos e, mesmo assim, foi uma cabeçada difícil. As chances que ele teve foram em situações complicadas, o que não lhe permitiu brilhar como antes.

A Noruega até tentou, mas a defesa inglesa estava atenta. Um momento que poderia ter mudado a história da partida foi quando Alexander Sorloth, em um contra-ataque, não conseguiu passar a bola para Haaland, que estava em uma posição privilegiada.

Haaland também teve dificuldades no jogo aéreo e, no geral, sua presença não teve o impacto esperado. Ele teve apenas 21 ações com a bola durante os 105 minutos em campo e, dessa vez, não conseguiu marcar. Foi um jogo em branco que interrompeu uma sequência impressionante de 14 partidas seguidas marcando gols em competições oficiais.

Com essa derrota, a Noruega se despediu da Copa do Mundo, mas certamente deixou sua marca com uma campanha que ficou na memória dos torcedores. A expectativa agora é como será a próxima jornada da seleção, sempre com a esperança de que o talento de jogadores como Haaland possa brilhar novamente em futuras competições.

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João Ribeiro