Itália busca novo treinador após fracasso na repescagem

A Itália, que já foi tetracampeã mundial, vai passar mais quatro anos sem participar de uma Copa do Mundo. Este será o terceiro torneio consecutivo que a seleção ficará de fora, e a situação foi agravada pela recente eliminação na repescagem, onde foi derrotada pela Bósnia e Herzegovina. Com isso, a federação italiana decidiu demitir Gennaro Gattuso, e a busca por um novo técnico durou quase dois meses, mas parece que essa novela chegou ao fim.

Segundo o jornalista Gianluca Di Marzio, Roberto Mancini está prestes a assumir novamente o comando da Azzurra. Ele já havia levado a seleção ao título da Eurocopa em 2021 e agora deve deixar o Al-Sadd, do Catar, para assinar um contrato de quatro anos com a Federação Italiana de Futebol (FIGC). Sua escolha está alinhada com uma grande reformulação na estrutura do futebol italiano, que começou em abril com a renúncia de Gabriele Gravina, presidente da federação, e também do ídolo Gianluigi Buffon, que era chefe de delegação.

### Motivação para a Escolha de Mancini

O retorno de Roberto Mancini à seleção italiana levanta questões sobre a competição com Antonio Conte pelo cargo. As diferenças entre os dois podem ter influenciado a decisão da federação. Conte é conhecido por ter passagens curtas em seus trabalhos, e sua experiência com a seleção italiana foi marcada pela Eurocopa de 2016, após a qual ele deixou o time para assumir o Chelsea. Mancini, por outro lado, teve um ciclo mais longo à frente da Azzurra, de 2018 a 2023. Durante esse período, ele enfrentou altos e baixos, incluindo a frustração de não se classificar para o Mundial de 2018, mas também a alegria de vencer a Euro em 2021.

Outro ponto que a imprensa italiana destaca é a habilidade de Mancini em trabalhar com jogadores jovens. Essa característica é essencial para a nova fase que a federação busca, com foco na Copa do Mundo de 2030, que será realizada em Portugal, Espanha e Marrocos. A convocação da seleção para os próximos jogos da Data FIFA já reflete essa intenção, incluindo apenas atletas sub-23, com Gianluigi Donnarumma se destacando como o provável líder do time nos próximos anos.

O objetivo é promover uma renovação significativa nas gerações de jogadores e escolher atletas que estão em alta. Nomes como Donnarumma, Alessandro Bastoni, Federico Dimarco, Sandro Tonalli e Nicolò Barella devem ser fundamentais nesse novo projeto. Em setembro, teremos um primeiro vislumbre do trabalho de Mancini, quando a seleção italiana enfrentará Bélgica, Turquia e França pela Nations League.

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João Ribeiro