A eliminação de Portugal nas oitavas de final da Copa do Mundo foi um verdadeiro balde de água fria para muitos torcedores que acreditavam na seleção como uma possível surpresa do torneio. Apesar de ter um elenco talentoso, a equipe comandada por Roberto Martínez não conseguiu mostrar o futebol que se esperava. E o craque Cristiano Ronaldo, que estava em sua última participação na competição, também não conseguiu brilhar como desejava.
Youri Djorkaeff, ex-jogador da seleção francesa e campeão do mundo em 1998, levantou um ponto interessante sobre a situação de Ronaldo. Ele acredita que a estratégia do time, na verdade, prejudicou o desempenho do astro português. Djorkaeff, que já criticou a seleção brasileira, sugeriu que a equipe “sabotou” Cristiano, que, mesmo sendo titular em todas as partidas, teve um desempenho aquém do esperado, marcando apenas três gols.
Ele comentou em um programa de rádio que, se você tem um jogador como Ronaldo, o time precisa jogar para ele. E, segundo ele, isso não aconteceu. “Ficou claro que ele foi boicotado pela própria equipe”, afirmou Djorkaeff, ressaltando que o time não aproveitou as oportunidades para colocar o atacante em boas situações de finalização, especialmente nas jogadas mais próximas ao gol.
Aos 41 anos, Ronaldo já não tem a mesma explosão física de antes, o que faz com que muitas vezes ele se posicione mais perto da área adversária, mas isso não garante que ele receba a bola nas melhores condições. O que se viu foi um Ronaldo frustrado, que até buscava se afastar do gol para ter mais envolvimento no jogo, mas acabava em posições que não favoreciam seu estilo de jogo atual.
E essa questão foi destacada por outros nomes conhecidos do futebol, como Rio Ferdinand e Wayne Rooney, que já tiveram Ronaldo como companheiro no Manchester United. Para eles, a falta de um jogo coletivo eficaz impediu que o craque se destacasse. Em termos de números, Ronaldo teve apenas quatro chances claras de gol, convertendo duas, o que demonstra uma falta de criação de jogadas em sua direção.
Ferdinand, em suas redes sociais, defendeu que não se pode colocar toda a culpa na figura de Cristiano pela eliminação. “Os jogadores evoluem e envelhecem. Se continuam sendo bons o suficiente, o time precisa se adaptar para potencializar suas qualidades”, observou. Rooney também complementou, dizendo que a bola deveria ser colocada na área para maximizar a eficácia de Ronaldo, em vez de ser passada a ele a uma distância que não favorece mais suas características.
Nesse cenário, as críticas à seleção portuguesa e à forma como o time se organizou em campo ganham cada vez mais sentido, revelando que, em um esporte coletivo como o futebol, a sinergia entre os jogadores é fundamental para o sucesso.