Rodri se destaca na Espanha e é desafio para a França na Copa

A trajetória da Espanha na Copa do Mundo tem sido uma montanha-russa de emoções. Depois de um começo um pouco morno, em que os jogos não mostraram toda a garra que os fãs esperavam, a equipe deu a volta por cima com três vitórias desafiadoras no mata-mata: primeiro contra a Áustria, depois Portugal e, por último, a Bélgica. Agora, a seleção se prepara para enfrentar a França na semifinal, um grande teste para seu potencial.

Antes do torneio, tanto a Espanha quanto a França eram vistas como favoritas ao título. Mas, nos primeiros jogos, a Fúria deixou a desejar. O empate sem gols contra Cabo Verde e uma vitória magra sobre o Uruguai não ajudaram a consolidar essa expectativa. E, em meio a isso, Rodri, o capitão, também enfrentou críticas. Mesmo sendo um craque reconhecido, seu desempenho não estava à altura.

Rodri: de críticas a destaque

Na fase de grupos, Rodri parecia ainda sentir os efeitos de uma lesão séria no joelho, que o havia afastado por um bom tempo. Ele estava lento e hesitante, optando por passes mais seguros em vez de arriscar jogadas mais ousadas. Mas, conforme a competição avançou, a energia dele foi se renovando. No jogo contra a Áustria, ele começou a mostrar um ritmo melhor, exigindo mais velocidade e movimentação.

No embate com Portugal, mesmo com a Espanha tendo menos posse de bola do que o normal, Rodri se destacou de novo. Ele não só ajudou a criar jogadas, como também foi ativo na defesa, com várias recuperações e desarmes. Essa performance garantiu a ele o título de melhor em campo, mesmo que o gol da vitória tenha sido marcado por Mikel Merino.

Nas quartas de final, Rodri teve um dos melhores desempenhos da sua carreira. Ele encontrou um espaço maior no campo, já que Kevin de Bruyne, não estava em sua melhor forma. Com isso, Rodri conseguiu controlar o jogo, distribuindo passes e ajudando a Espanha a se livrar da pressão adversária. Ele fez um total impressionante de 118 ações com a bola, com passes que quebraram a linha defensiva do rival.

“Sinto que estamos evoluindo e isso é fundamental em um torneio”, disse Rodri, refletindo sobre a trajetória da equipe. “Nosso time é tão competitivo quanto foi na Eurocopa de 2024”, comentou, demonstrando confiança na equipe.

O papel fundamental de Rodri

Desde o início do torneio, Rodri tem sido uma peça-chave no esquema do técnico Luis de La Fuente. Ele atua como o primeiro jogador acionado pelos zagueiros, orientando as jogadas e ajudando a movimentar a bola. Um exemplo claro disso é sua conexão com Lamine Yamal, um dos talentos mais promissores da seleção. Rodri sabe quando e como acionar Yamal, aproveitando as jogadas em que a defesa adversária está mais concentrada.

Agora, a França, que também joga no esquema 4-4-2, terá que encontrar formas de neutralizar Rodri. Na partida contra a Bélgica, a estratégia deles não funcionou muito bem, permitindo que Rodri dominasse o jogo. A pressão sobre ele por parte de Adrien Rabiot será um ponto a ser observado, especialmente durante a construção das jogadas.

As expectativas estão altas, e a partida contra a França promete ser emocionante. O que está em jogo é a chance de avançar para a grande final, marcada para 19 de julho, onde a Espanha poderá enfrentar Inglaterra ou Argentina.

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João Ribeiro