Vini Jr pode ajudar Ancelotti a escolher substituto de Paquetá

Carlo Ancelotti tem um grande desafio pela frente antes do confronto com a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. Além de enfrentar o ataque potente liderado por Erling Haaland, a seleção brasileira precisa encontrar um substituto para Lucas Paquetá, que se machucou na última partida contra o Japão e ficará fora por um tempo indeterminado, pelo menos até uma possível final.

Com a ausência de Paquetá, Vinicius Júnior, que já brilhou nesta Copa marcando quatro gols em quatro jogos, deve assumir um papel ainda mais importante. Ele tem jogado como ponta-esquerda, mas sob a orientação de Ancelotti, tem se movimentado mais no ataque, o que traz novas possibilidades para a equipe. Durante a partida contra o Japão, Ancelotti fez algumas mudanças que demonstram essa nova estratégia.

No primeiro tempo, o Brasil teve dificuldades para criar jogadas. Para melhorar a situação, Ancelotti fixou Vini na ponta esquerda e colocou Endrick no lugar de Paquetá, o que resultou em uma formação com quatro atacantes. Essa mudança ajudou a pressionar a defesa japonesa e a criar mais oportunidades de gol.

Vini, com seu estilo de jogo mais livre, conseguiu incomodar a defesa adversária e abrir espaço para os companheiros. E foi exatamente assim que o Brasil conseguiu a vitória, com Gabriel Martinelli, que entrou na partida para marcar o gol da virada nos últimos minutos. Martinelli já mostrou que pode atuar próximo ao meio-campo, fazendo dele um bom substituto para Paquetá e permitindo que Vini continue explorando a lateral esquerda, onde a Noruega já teve dificuldades em jogos anteriores.

O time norueguês, por exemplo, sofreu contra a Costa do Marfim, permitindo que os adversários explorassem as laterais. Isso sugere que a seleção brasileira pode se beneficiar ao manter essa estratégia ofensiva, com Vini e Rayan atuando pelas laterais. Com formações como 4-2-4 ou até 4-2-2-2, Ancelotti pode aumentar o volume de jogo e pressionar a defesa norueguesa, muito semelhante ao que foi feito contra o Japão.

Vini Júnior se mostrou adaptável e confiante em seu novo papel. Ele comentou sobre como a mudança na sua posição tem ajudado não só a ele, mas ao time como um todo. E nessa nova organização, Martinelli não é a única opção para substituir Paquetá. Endrick também pode desempenhar essa função, permitindo que Bruno Guimarães se concentre mais nas jogadas pela esquerda, liberando espaço para ações ofensivas.

Com jogadores como Cunha e Endrick se revezando na área, o Brasil pode explorar as fragilidades da defesa norueguesa, que costuma ceder muitas finalizações. Apesar de não ter se destacado no último jogo, Endrick pode ser uma peça chave na ofensiva, especialmente contra uma defesa que já mostrou vulnerabilidades. Essa dinâmica poderá fazer toda a diferença e deixar a seleção brasileira em uma posição forte para avançar na competição.

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João Ribeiro